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  • Justiça do DF bloqueia R$ 2 milhões de dono de site que vende dados pessoais de brasileiros

    MP também pediu à Justiça retirada da página da internet. G1 tenta contato com responsável pelo endereço eletrônico. Homem utiliza notebook Pixabay A Justiça do Distrito Federal determinou em decisão liminar (provisória) o bloqueio de R$ 2 milhões da conta do responsável pelo site “Tudo sobre todos”, Charles Douglas da Silva. A página cobra a partir de R$ 30 por um pacote de consulta e venda de dados pessoais de qualquer cidadão brasileiro – nome, endereço, CPF, data de nascimento, parentes, empresas, perfis em redes sociais e nomes de vizinhos. O G1 tenta contato com a defesa de Silva. A decisão foi tomada na semana passada, após a Unidade Especial de Proteção de Dados e Inteligência Artificial, do Ministério Público do DF, apresentar uma ação por danos morais coletivos. O órgão ainda pediu a retirada do site da internet no prazo de 10 dias, o fim da comercialização das informações e o apagamento definitivo do banco de dados. A Justiça definiu multa diária de R$ 1 mil até R$ 100 mil por descumprimento. Venda de dados pelo WhatsApp Em julho deste ano, o Mercado Livre bloqueou a conta usada pela página para o pagamento pela venda dos dados. Apesar disso, a investigação do MP apontou que a comercialização continua sendo feita por meio do WhatsApp. Em mensagens enviadas por Silva pelo aplicativo e analisadas pelo Ministério Público, foi constatado que o responsável pelo site tinha consciência da ilegalidade da atividade. Segundo o MP, o dono do "Tudo sobre todos" afirmou saber que sua conta havia sido suspensa do Mercado Livre e que, caso fosse preso, levaria “no mínimo umas 10 empresas” com ele. Os promotores encarregados pela investigação informaram que pediram às empresas Google, Yahoo e Bing que removessem o site dos resultados de busca, com base nas próprias políticas das plataformas. De acordo com o Ministério Público, apenas o Yahoo havia atendido a demanda do órgão até esta segunda-feira (10). Em nota, o Google disse que "após analisar essa solicitação com base nessa URL, contudo, não identificamos violação das políticas de remoção da Pesquisa Google". O Bing enviou o seguinte posicionamento, mas não indicou se vai retirar ou manter a página: “Analisamos e avaliamos as solicitações de remoção de acesso a determinadas páginas indexadas e definimos se devemos remover o acesso ao conteúdo de acordo com nossas políticas e leis locais”. O G1 não conseguiu entrar em contato com os escritórios nacionais do Baidu e do Yahoo. Crime Homem digita senha no teclado de um notebook, em imagem ilustrativa Andrew Brookes/Cultura Creative/AFP O MP disse que todos os documentos referentes à investigação, assim como a petição inicial, foram enviados ao Ministério Público do Estado do Pará para que seja avaliada a possibilidade de uma ação penal contra Silva. Como ele vive em Barcarena (PA), o órgão da dessa região tem atribuição para processá-lo pelos eventuais crimes cometidos. Por que em Brasília? O Ministério Público do DF é o único do Brasil a ter em funcionamento uma comissão de proteção de dados pessoais. O órgão tem aberto ações civis públicas para investigar vazamento de informações de usuários e ataques à privacidade na internet. Em fevereiro, o MP-DF conseguiu congelar o domínio do site "Consulta Pública", que fornecia livremente dados pessoais de brasileiros, como nome, data de nascimento, nome da mãe, endereço residencial, CPF e telefones. Navegar com segurança 'é impossível', diz promotor; entrevista Na continuidade da investigação, os promotores apontaram um suposto esquema de venda de dados pessoais de brasileiros pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF). O Serpro informou ao G1 que "não comercializa dados governamentais". Também neste ano, o Ministério do Público do DF abriu investigação sobre outras companhias privadas por suposto uso irregular de dados de clientes. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
  • Em plena era digital da imagem, fotografia analógica ressurge em BH

    Coletivo de fotógrafos, artistas, profissionais, comerciantes e acadêmicos retomam na capital mineira a cultura em torno da fotografia analógica. Maior referência em revelação na cidade, João Mordente tem cerca de 80 anos e trabalha até hoje em loja no Centro. Em plena era digital, fotografia analógica ressurge em BH Em tempos de smartphone, que todo mundo tem acesso fácil às câmeras digitais, fotográficas e de vídeo, e produz uma infinidade de imagens, um movimento de profissionais, artistas, comerciantes, estudantes, e acadêmicos faz ressurgir em Belo Horizonte a cultura da fotografia analógica. “Belo Horizonte é hoje uma referência em fotografia analógica no país, tem iniciativas de retomar os laboratórios, a comunidade é muito forte, e os fotógrafos e profissionais se ajudam”, afirma Carlos Oliveira, do Coletivo Mofo – um grupo formado por oito artistas fotógrafos que difunde a fotografia analógica na capital mineira e nas redes. Coletivo Mofo em Belo Horizonte reúne artistas que difundem a fotografia analógica Humberto Trajano/G1 No coletivo, os artistas pesquisam e produzem fotografias analógicas, contam com equipamentos de revelação, máquinas, desenvolveram e vendem, inclusive, um filme 35 milímetros feito a partir de película de cinema. De acordo com Oliveira, o coletivo foi criado há um ano, mas começou a surgir com ele e outros dois integrantes Rafael Rasone e Vítor Jabour, há cerca de cinco anos, por conta de uma movimentação na cidade com a fotografia analógica. “Começamos a organizar e a participar de eventos, encontros, a trabalhar com revelações”. Carlos Oliveira é um dos oito integrantes do Coletivo Mofo Humberto Trajano/G1 Para o fotógrafo, este movimento em torno do analógico está bem concentrado nas capitais. “O coletivo Mofo tem uma relação muito especial com a cidade. A gente se inspira muito com a vida urbana de Belo Horizonte, com a paisagem urbana. A gente brinca que a cidade é o nono integrante do coletivo. A gente vive ela muito mais intensamente a partir da fotografia analógica”, diz o artista. E é no Centro de Belo Horizonte, na Rua da Bahia, que estão as duas lojas mais tradicionais de fotografia, sobreviventes da era analógica. Para o coletivo, é na loja Pedro Cine Foto que trabalha um dos grandes mestres da revelação na cidade, João Mordente, que tem cerca de 80 anos, e revela filmes em preto e branco até hoje. Para encontrar com “Tio João” basta ir até a loja, ele sempre está lá. “Sou o único que não tiro férias aqui”, disse. Ele afirmou que gostaria de trabalhar também ao domingos e feriados, como fazia nos tempos em que o laboratório ficava fora da loja, que existe desde 1967 e já foi instalada em diversos pontos, no Centro. João Mordente, tem cerca de 80 anos, e é uma das refências em revelação de fotos analógicas em BH Humberto Trajano/G1 “O filme preto e branco, que ele até hoje revela é como se fosse 50 anos atrás. A temperatura, os químicos, tudo em um processo idêntico. É uma revelação realmente muito bem feita. E no colorido, dá o suporte total para o equipamento que é bem mais moderno né”, afirma Beto Mordente, filho do fundador da loja, Pedro Mordente, que atualmente toca o negócio com outros quatro irmãos. Tio João conhece todos os equipamentos, é um mestre no trabalho que faz. Para ele “o computador é muito devagar” para processar uma imagem. João afirma que tudo que os softwares de edição de imagens fazem hoje, ele fazia manualmente como uma correção de cor, um retoque. Segundo João, alguns fotógrafos que migraram para o digital logo quando a novidade chegou ao Brasil, voltaram a usar máquinas analógicas. O sobrinho dele Beto Mordente destaca que tem muitas pessoas da época do analógico que não abrem mão de fotografar com o filme e afirma também que muitos jovens têm mostrado interesse pelo formato. “A loja começou a ter uma busca por câmeras fotográficas analógicas. Uma venda de filme novamente. A curiosidade das pessoas mais novas que já tinham ingressado com o digital, agora estão adquirindo uma câmara para conhecer o mundo analógico, conhecer a fotografia como ela veio na verdade”, afirma. Beto Mordente um dos donos da Pedro Cine Foto, uma das únicas lojas que sobreviveram a chegada da fotografia digital em BH Humberto Trajano/G1 A volta do interesse pela fotografia analógica já chamou a atenção das faculdades. Umas já estão com laboratórios de revelação ativos e outras estão com projetos, inclusive, de reativá-los. De acordo com o professor de fotografia do Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) Rodnei Costa, há um projeto para reabrir no ano que vem o laboratório, que já estava fechado há alguns anos. “São duas lógicas muito parecidas, mas ao mesmo tempo muito diferentes. O que eu acho sensacional no caso do analógico é que por você não ver a foto, você pensa muito mais a fotografia. Você tem na sua cabeça que você precisa ser mais assertivo. Força o aluno a pensar mais a fotografia, a foto”, avalia o professor. O estudante de design da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) Douglas Mendonça se embrenhou no universo analógico no ano passado. Achou uma câmera na casa do pai, correu atrás de informações e material com o coletivo Mofo, que conheceu pelas redes sociais, partiu para as ruas de Belo Horizonte e começou a praticar os cliques urbanos. Hoje usa o laboratório da faculdade para revelar e ampliar as fotos. As imagens captadas por Mendonça já geraram uma série de fotografias intitulada “Transestar”, um olhar voltado para o Centro da capital, que ele pretende expor em breve. “A questão que me trouxe para a fotografia com filme, é que o imediatismo que o digital trouxe, meio que banalizou o clique. Com o digital, para fazer 12 fotos na semana passada por exemplo, eu fiz 85 fotos; e com um filme de 36 eu consigo alcançar o que eu preciso e ainda sobra filme, porque com certeza eu estou planejando melhor o meu clique”, afirma Mendonça. Como afirmaram todos os entrevistados, o interesse pelo analógico vem voltando na fotografia. E Tio João, com seus cerca de 80 anos, tem muita experiência para passar. Ele disse que queria ajudar muito mais os fotógrafos. “Agora não estou podendo”, lamentou. Foto tirada por João Mordente exposta na Pedro Cine Foto, em BH Humberto Trajano/G1 Foto do centro de Belo Horizonte tirada com câmara analógica Speed Graphic, da marca americana Graflex Piero d’Avila e Carlos Oliveira/Coletivo Mofo/Divulgação Foto do Centro de BH Rafael Rasone/Coletivo Mofo/Divulgação Foto de jovem tirada por integrante do Coletivo Mofo Nathália dos Santos/Coletivo Mofo/Divulgação Foto tirada no Centro de Belo Horizonte Douglas Mendonça/Arquivo pessoal
  • DF tem déficit de quase 200 médicos em unidades básicas de saúde

    Com 583 médicos, Estratégia de Saúde da Família atende 69% da população. Saída de 21 cubanos do Mais Médicos reduziu quadro ainda mais; equipes serão recompostas. Enfermeira atende recém-nascida em UBS de Ceilândia, no DF Tony Winston/Agência Brasília Com 3 milhões de habitantes, o Distrito Federal acumula um déficit de 199 médicos em Unidades Básicas de Saúde. Os postos distribuídos por 30 regiões são a porta de entrada para o acompanhamento no SUS. Os dados do GDF foram atualizados nesta segunda-feira (10). Ao todo, 583 médicos atendem à população nesses locais, o que corresponde 67,8% de cobertura. Para alcançar 100% de atendimento, o DF deveria contar com 782 médicos. Segundo a Secretaria de Saúde, os quadros vão ser preenchidos a partir da convocação dos aprovados em concurso do ano passado. Médicos cubanos Apesar dos dados oficiais, a quantidade de médicos efetivamente disponíveis nas unidades pode ser ainda menor. O levantamento do GDF não considera os profissionais cubanos que deixaram o Brasil após o encerramento do contrato do programa Mais Médicos. Médicos cubanos chegam ao aeroporto de Brasília para o voo que vai levá-los de volta para Cuba Marília Marques/G1 Até 14 de novembro, 21 profissionais vindos de Cuba atuavam em 18 regiões da capital do país. Com a saída dos profissionais, 16 equipes foram recompostas a partir de edital lançado pelo governo federal. Até esta segunda (10), cinco médicos faltavam se apresentar. O que diz o GDF Em nota, o governo local afirmou que, de todas as unidades da federação, "o DF foi a que menos utilizou o apoio de médicos cubanos". Até então, no Brasil, quase metade dos participantes do Mais Médicos vinha de Cuba: eles eram 8,5 mil dos 16,7 mil contratados. O comunicado da Saúde também informa que o impacto da saída desses profissionais "vai ser absorvido pelos aprovados no concurso público de 2017 e com os ingressantes do próximo certame para o Programa Mais Médicos". UBS no Núcleo Rural Tabatinga, em Planaltina-DF Tony Winston/Agência Brasília Novo edital O edital para selecionar profissionais brasileiros e estrangeiros para as vagas remanescentes foi publicado nesta segunda (10). Podem se inscrever aqueles que têm CRM no Brasil e os que receberam diploma de instituição de ensino superior estrangeira, mesmo sem a revalidação. 106 vagas não foram preenchidas na primeira etapa do Mais Médicos, diz ministério O que faz um médico de família? A medicina de família e comunidade atua na área de atenção básica de saúde, que é quando a população é acompanhada por um médico que atua como "coordenador" do cuidado do paciente, e tem uma visão completa da saúde dele. Na saúde, a área é considerada como prioritária, e também por isso, em 2013 levou à criação do programa Mais Médicos para contratação de profissionais formados no exterior. O objetivo era preencher essa demanda em caráter emergencial no país. Bebê atendida em UBS de Ceilândia, no DF Tony Winston/Agência Brasília "Estratégias deverão ser desenvolvidas para o fortalecimento da Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade, devendo, até 2017, as vagas para essa especialidade representarem 40% das vagas totais de Residência Médica oferecidas", diz a ata da comissão de especialistas no ensino médico do MEC sobre o programa Mais Médicos. Entenda o Mais Médicos Foi criado em julho de 2013 para ampliar o atendimento médico principalmente em regiões mais carentes. Em agosto de 2013, fechado acordo com a Opas para participação de médicos cubanos. Participação de brasileiros formados no Brasil aumentou 38% entre 2016 e 2017, de acordo com o Ministério da Saúde. Programa tem 18.240 vagas em mais de 4 mil municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Atende cerca de 63 milhões de brasileiros, de acordo com o Ministério da Saúde. Participação de cubanos no programa tinha sido renovada no início deste ano por mais cinco anos. Levantamento do governo divulgado em 2016 apontou que o programa é responsável por 48% das equipes de Atenção Básica em municípios com até 10 mil habitantes. Em 1.100 municípios atendido pelo programa, o Mais Médicos representava 100% da cobertura de Atenção Básica, de acordo com dados divulgados em 2016. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF. Initial plugin text