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Terça-feira, Setembro 04, 2018
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  • Aiatolá culpa Estados árabes apoiados pelos EUA por ataque em parada militar no Irã

    Ali Khamenei falou sobre atentado que deixou 25 mortos. Militantes do Estado Islâmico também reivindicaram responsabilidade. O líder supremo, do Irã Ali Khamenei, em foto de maio de 2018 HO / Iranian Supreme Leader's Website / AFP O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acusou neste sábado (22) os Estados árabes, apoiados pelos Estados Unidos, como responsáveis por um ataque a uma parada militar no país que matou 25 pessoas, quase a metade delas de integrantes da Guarda Revolucionária. Ele ordenou que as forças de segurança levem à Justiça os responsáveis por um dos piores ataques contra a Guarda Revolucionária, a mais poderosa e mais bem armada força militar do Irã, que responde ao aiatolá. A alegação provavelmente aumentará as tensões com a rival do Irã, a Arábia Saudita, e seus aliados do Golfo, que junto com os Estados Unidos vêm trabalhando para isolar a República Islâmica. "Este crime é uma continuação das conspirações dos Estados regionais que são fantoches dos Estados Unidos, e seu objetivo é criar insegurança em nosso querido país", disse Khamenei em um comunicado publicado em seu site. Ele não citou os Estados. Israel, arquiinimigo do Irã, é também um aliado chave dos EUA. O canal de TV estatal informou que o ataque, que feriu mais de 60 pessoas, teve como alvo um encontro de autoridades iranianas na cidade de Ahvaz para assistir à cerimônia anual que marca o início da guerra de 1980-88 contra o Iraque. Um movimento de oposição árabe chamado Resistência Nacional Ahvaz, que busca um Estado separado na província de Khuzistão, rica em petróleo, reivindicou a responsabilidade pelo ataque. Militantes do Estado Islâmico também reivindicaram responsabilidade. Nenhum deles apresentou provas. Todos os quatro atacantes foram mortos. Mulheres e crianças também morreram no ataque, informou a agência estatal IRNA. O episódio afetou a segurança do Irã, país produtor de petróleo e membro da Opep, que tem estado relativamente estável em comparação aos países árabes vizinhos, que enfrentam problemas desde as revoltas de 2011 no Oriente Médio. A Guarda Revolucionária Islâmica tem sido a espada e escudo do governo clerical xiita no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. A guarda também desempenha um papel importante nos interesses regionais do Irã em países como Iraque, Síria e Iêmen. (Reportagem da redação de Dubai, reportagem adicional de Parisa Hafezi e Babak Dehghanpisheh)
  • VÍDEOS: Jornal do Almoço de sábado, 22 de setembro

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  • VÍDEOS: MG1 sábado, 22 de setembro

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