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Segunda-feira, Março 12, 2018
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Últimas notícias de economia, política, carros, emprego, educação, ciência, saúde, cultura do Brasil e do mundo. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.
  • DF tem déficit de quase 200 médicos em unidades básicas de saúde

    Com 583 médicos, Estratégia de Saúde da Família atende 69% da população. Saída de 21 cubanos do Mais Médicos reduziu quadro ainda mais; equipes serão recompostas. Enfermeira atende recém-nascida em UBS de Ceilândia, no DF Tony Winston/Agência Brasília Com 3 milhões de habitantes, o Distrito Federal acumula um déficit de 199 médicos em Unidades Básicas de Saúde. Os postos distribuídos por 30 regiões são a porta de entrada para o acompanhamento no SUS. Os dados do GDF foram atualizados nesta segunda-feira (10). Ao todo, 583 médicos atendem à população nesses locais, o que corresponde 67,8% de cobertura. Para alcançar 100% de atendimento, o DF deveria contar com 782 médicos. Segundo a Secretaria de Saúde, os quadros vão ser preenchidos a partir da convocação dos aprovados em concurso do ano passado. Médicos cubanos Apesar dos dados oficiais, a quantidade de médicos efetivamente disponíveis nas unidades pode ser ainda menor. O levantamento do GDF não considera os profissionais cubanos que deixaram o Brasil após o encerramento do contrato do programa Mais Médicos. Médicos cubanos chegam ao aeroporto de Brasília para o voo que vai levá-los de volta para Cuba Marília Marques/G1 Até 14 de novembro, 21 profissionais vindos de Cuba atuavam em 18 regiões da capital do país. Com a saída dos profissionais, 16 equipes foram recompostas a partir de edital lançado pelo governo federal. Até esta segunda (10), cinco médicos faltavam se apresentar. O que diz o GDF Em nota, o governo local afirmou que, de todas as unidades da federação, "o DF foi a que menos utilizou o apoio de médicos cubanos". Até então, no Brasil, quase metade dos participantes do Mais Médicos vinha de Cuba: eles eram 8,5 mil dos 16,7 mil contratados. O comunicado da Saúde também informa que o impacto da saída desses profissionais "vai ser absorvido pelos aprovados no concurso público de 2017 e com os ingressantes do próximo certame para o Programa Mais Médicos". UBS no Núcleo Rural Tabatinga, em Planaltina-DF Tony Winston/Agência Brasília Novo edital O edital para selecionar profissionais brasileiros e estrangeiros para as vagas remanescentes foi publicado nesta segunda (10). Podem se inscrever aqueles que têm CRM no Brasil e os que receberam diploma de instituição de ensino superior estrangeira, mesmo sem a revalidação. 106 vagas não foram preenchidas na primeira etapa do Mais Médicos, diz ministério O que faz um médico de família? A medicina de família e comunidade atua na área de atenção básica de saúde, que é quando a população é acompanhada por um médico que atua como "coordenador" do cuidado do paciente, e tem uma visão completa da saúde dele. Na saúde, a área é considerada como prioritária, e também por isso, em 2013 levou à criação do programa Mais Médicos para contratação de profissionais formados no exterior. O objetivo era preencher essa demanda em caráter emergencial no país. Bebê atendida em UBS de Ceilândia, no DF Tony Winston/Agência Brasília "Estratégias deverão ser desenvolvidas para o fortalecimento da Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade, devendo, até 2017, as vagas para essa especialidade representarem 40% das vagas totais de Residência Médica oferecidas", diz a ata da comissão de especialistas no ensino médico do MEC sobre o programa Mais Médicos. Entenda o Mais Médicos Foi criado em julho de 2013 para ampliar o atendimento médico principalmente em regiões mais carentes. Em agosto de 2013, fechado acordo com a Opas para participação de médicos cubanos. Participação de brasileiros formados no Brasil aumentou 38% entre 2016 e 2017, de acordo com o Ministério da Saúde. Programa tem 18.240 vagas em mais de 4 mil municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Atende cerca de 63 milhões de brasileiros, de acordo com o Ministério da Saúde. Participação de cubanos no programa tinha sido renovada no início deste ano por mais cinco anos. Levantamento do governo divulgado em 2016 apontou que o programa é responsável por 48% das equipes de Atenção Básica em municípios com até 10 mil habitantes. Em 1.100 municípios atendido pelo programa, o Mais Médicos representava 100% da cobertura de Atenção Básica, de acordo com dados divulgados em 2016. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF. Initial plugin text
  • Prefeito de Abadiânia teme perda 'monstruosa' de empregos após denúncias de abuso sexual contra médium João de Deus

    Cidade com 19 mil habitantes atrai, por mês, quase a mesma quantidade de turistas por causa dos atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola. João de Deus nega as acusações. Casa Dom Inácio de Loyola em Abadiânia, Goiás Reprodução/ TV Anhanguera Com cerca de 20 mil atendimentos de brasileiros e estrangeiros por mês, a Casa Dom Inácio de Loyola emprega 40 funcionários e motiva, indiretamente, 1,2 mil postos de trabalho em Abadiânia, cidade do Entorno do Distrito Federal com 19 mil habitantes. O prefeito do município, José Aparecido Alves Diniz (PSD), teme um “prejuízo monstruoso” se os turistas pararem de frequentar a cidade após as acusações de abuso sexual contra o médium João de Deus, que nega os crimes. “A prefeitura tem 580 funcionários. A casa provoca mais do que o dobro de empregos indiretos, mas ainda não tenho como mensurar como vai ser o impacto das denúncias porque temos de esperar para ver se as pessoas vão deixar de vir. A gente vai ter noção daqui uns 15 dias”, avalia o prefeito. Apesar do impacto nos empregos, o prefeito afirma que a maioria da receita da cidade não vem do turismo, mas sim do Fundo de Participação dos Municípios. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reforça que 72,4% das receitas de Abadiânia são oriundas de verbas estaduais e federais. Em seguida, aparecem a agricultura e a pecuária. A cidade tem 83 pousadas cadastradas junto à Casa, mas, conforme o prefeito, a maioria delas é informal e, assim, não gera renda ao município. Além disso, os clientes não pedem nota fiscal e, muitas vezes, o imposto não é calculado. MP de Goiás vai investigar denúncias de abuso sexual contra médium João de Deus Mudança da 'água para o vinho’ Há 14 anos trabalhando com João de Deus, um funcionário de 61 anos, que prefere não ser identificado, calcula que são realizados 5 mil atendimentos por semana, os quais não têm custo. Também não é necessário marcar um horário para ser atendido. O funcionário afirma que nasceu na cidade e que o município mudou completamente após a fundação do templo, em 1976. Localizada a 100 km de Goiânia e a 100 km de Brasília, a cidade atrai, inclusive, celebridades e políticos do Brasil e de outros países. “A mudança de Abadiânia é da agua para o vinho. A cidade cresceu em todos os sentidos e a Casa ajuda de forma indireta e até mesmo direta. Antes não tinha turismo”, afirma o funcionário. Abadiânia atende a cerca de 20 mil pessoas por mês, número igual ao de moradores Cedoc/ TV Anhanguera Denúncias de abuso O jornal "O Globo", a TV Globo e o G1 têm publicado nos últimos dias relatos de dezenas de mulheres que se sentiram abusadas sexualmente pelo médium. Não se trata de questionar os métodos de cura de João de Deus ou a fé de milhares de pessoas que o procuram. O Ministério Público e a Polícia Civil de Goiás já abriram inquéritos para apurar todas as denúncias. Inclusive, os promotores divulgaram um email exclusivo para que as vítimas façam seus relatos: denuncias@mpgo.mp.br . “É preciso que enviem os contatos para que entremos em contato posteriormente. Só os promotores da força-tarefa vão receber o e-mail”, disse a coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) dos Direitos Humanos, PatrÍcia Otoni. Segundo o órgão, já existiam denúncias contra João de Deus desde 2010. Em 2012, ele chegou a ser julgado por abuso sexual, mas foi inocentado por falta de provas. João de Deus nega acusações O advogado Alberto Toron, que defende o médium, afirmou que o cliente nega as acusações e que ele está à disposição da Justiça para esclarecimentos. “Muito enfaticamente ele nega. Ele recebe com indignação a existência dessas declarações, mas o que eu quero esclarecer, que me parece importante, é que ele tem um trabalho de mais de 40 anos naquela comunidade, atendendo a todos os brasileiros, gente de fora do país, sem nunca receber esse tipo de acusação”, disse. Além disso, o advogado esclareceu que o padrão de João de Deus era atender a todos em grupo. “Eventualmente atendeu alguma pessoa, alguma autoridade sozinho, isso é um episódio localizado. Mas pessoas, mulheres, crianças em geral, eram atendidas coletivamente diante de um grande número de pessoas”, continuou. Por fim, disse que o cliente vai colaborar com as investigações. “Amanhã mesmo [segunda-feira, 10] nós vamos nos dirigir às autoridades judiciárias da cidade de Abadiânia para dizer que ele está à disposição da polícia, do juiz, do Ministério Público para ser ouvido em qualquer momento”, disse. “Achamos que tudo isso deve ser objeto de uma investigação marcada pela seriedade e nós esperamos que isso aconteça para que a verdade venha à tona”, concluiu Toron. Veja outras notícias do estado no G1 Goiás. Initial plugin text
  • Três anos após voltar para prédio original, Biblioteca Pública do RS ainda precisa de reparos

    Prédio de 96 anos é tombado pelo patrimônio histórico e passou por reforma recentemente, mas ainda necessita consertos. Direção aposta em programação cultural e atividades para atrair público. Biblioteca Pública voltou para o prédio original, inaugurado em 1932, após reforma que durou sete anos, em 2013 Janaína Lopes/G1 No próximo dia 15, completam-se três anos desde que a Biblioteca Pública do RS voltou para o seu endereço original, o imponente prédio na esquina das ruas Riachuelo com a General Câmara, no Centro de Porto Alegre. O retorno aconteceu depois que o espaço passou por uma reforma que durou oito anos, período em que os serviços foram relocados para a Casa de Cultura Mário Quintana. A conclusão foi em 2013, mas somente em 2015, com a finalização do projeto de fiação elétrica do local, que foi possível levar de volta os serviços e o acervo de volta para o prédio. Agora, aos 96 anos de fundação, a Biblioteca ainda precisa de reparos eventuais, e conta com a ajuda da associação de amigos realizá-los. Além das atividades de empréstimo, acesso à internet, pesquisa, consulta e manutenção de acervos raros e do Rio Grande do Sul, a direção aposta também na programação cultural, para manter a biblioteca ativa e relevante na era digital. "Estamos funcionando com todos os setores, mas aqui não tem espaço físico pra todo acervo. Tem parte ainda encaixotada. A gente optou por aquilo que é mais procurado, mais atualizado. A parte do RS – o segundo andar da biblioteca é ocupado por um acervo histórico, literário e fotográfico – está no local, a parte do braile também", resume Morgana Marcon, diretora da Biblioteca. O projeto de restauro empregou cerca de R$ 2,7 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Estadual (BNDES) na reforma da parte estrutural do prédio de 1,7 mil metros quadrados. A construção é tombada estadual e nacionalmente. Foram refeitos os pisos, entrepisos, aberturas e vidros. Também foram resolvidos problemas de infiltrações, no telhado, e no subsolo, de acordo com a diretora. A característica da fachada, adornada por bustos de personalidades históricas da cultura e literatura mundiais, também foi reformada. "Tinham elementos que iam cair. Os bustos estavam pintados de branco, então foi removida a pintura. Eles são de mármore. Também foi feita uma proteção para as pombas não entrarem", conta. Biblioteca disponibiliza acervo para consulta, empréstimo, além de coleção de publicações sobre RS, livros em braile e acervo raro Janaína Lopes/G1 Programação intensa e auxílio da associação Com o espaço reformado, a biblioteca, nas palavras de sua diretora, está a mil. "Temos todos os setores funcionando, além de uma programação cultural intensa. De segunda a segunda tem coisas", diz Morgana. A direção aproveita o grande espaço do salão Mourisco, com paredes decoradas e adornado por bustos e esculturas, para realizar projetos musicais, como a programação Chapéu Acústico, que recebe músicos locais toda terça-feira. "A gente não paga cachê para o músico, é o público que paga. A gente passa o chapéu", conta a diretora, observando que dessa forma a instituição ajuda a contribuir com a cultura local. A disponibilização do espaço para eventos e filmagens também contribui para o custeio de obras e aquisições pontuais da biblioteca, explica Morgana, através da associação de amigos da biblioteca. "[Interessados] pagam uma taxa e esse dinheiro é revertido para a biblioteca. A associação de amigos é uma grande parceira da manutenção desse prédio", confirma a diretora. Atualmente, a associação conta com cerca de 60 sócios pagantes. A Secretaria Estadual da Cultura custeia despesas mensais, como folha de pagamento, limpeza, água e luz [Confira os valores gastos neste ano no quadro abaixo]. Porém, não conta com uma previsão orçamentária específica para destinar outros recursos para a biblioteca, como reformas e aquisições, assim como não o faz para as demais instituições ligadas à pasta. Em 2018, o valor direcionado à biblioteca é de pouco mais de R$ 1,3 milhão, de acordo com orçamento enviado pelo governo do RS. Repasses de custeio para a Biblioteca Para reformas, projetos ou aquisições pontuais, a direção conta com a associação, que angaria fundos repassados para a direção depois. Vidros e aberturas que foram danificados após um temporal recentemente, por exemplo, terão o conserto viabilizado por verba recolhida pela associação. "Custa R$ 4 mil [as reformas]. Em vez de pedir R$ 4 mil para a secretaria, sabendo que o recurso é tão pequeno, a gente pede pra associação", diz Morgana. Procurada, a Secretaria Estadual da Cultura confirmou, por nota, que as despesas da biblioteca são cobertas por recursos próprios, sem orçamento específico para a instituição. E sobre planos futuros para a biblioteca, apontou que os questionamentos devem ser encaminhados à nova gestão que assumirá a pasta em 2019. Morgana Marcon, diretora da Biblioteca Pública do RS Janaína Lopes/G1 27 anos sem concurso Segundo Morgana, o último concurso realizado para seleção de bibliotecários aconteceu em 1991. "Foi o que eu entrei", diz ela. Além de Morgana, são mais duas profissionais atuando na biblioteca. "Daqui a quatro anos, a gente se aposenta. O próximo governo vai ter que fazer concurso, senão não vamos ter mais bibliotecários", afima. As profissionais se dividem entre o processamento técnico, a administração da instituição e no sistema de bibliotecas, que alimenta as bibliotecas do interior. "Precisava de ter 14 bibliotecários até para dar conta de processar o acervo", diz Morgana. Biblioteca Pública do Estado em números Acervo: 240 mil obras Acervo raro: 1,2 mil obras Dimensões: 1,7 mil metros quadrados Abertura do prédio: 1922 Horário de funcionamento: 9h às 19h, sem fechar ao meio-dia, segunda à sexta Custeio do governo em 2018: R$ 1.384.768,67 Custeio do governo nos últimos cinco anos: R$ 7.138.106,24 PPCI e mobiliário A direção da biblioteca encaminhou um projeto para uma linha de crédito aberta pelo BNDES para elaboração de Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI), que o prédio ainda não tem. "Tomara que consigamos aprovar", diz Morgana. Outro projeto em andamento é o restauro do mobiliário. Para o futuro, o foco é a climatização do ambiente e a implementações de acessibilidade no prédio. Segundo Morgana, já há abertura para os aparelhos de ar-condicionado. No segundo andar do prédio, está um arquivo com livros, fotos e publicações sobre a história do Rio Grande do Sul Janaína Lopes/G1 Como participar da associação? A Associação dos Amigos da Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul foi fundada em 1987, com o objetivo de reunir as pessoas interessadas em apoiar a instituição. Além de angariar recursos, também ajuda na promoção de eventos culturais e ações de manutenção e preservação dos bens da biblioteca. A contribuição anual é de R$ 70. Para se associar, interessados devem entrar em contato no telefone (51) 3225-9426 ou pelo e-mail aabpers@gmail.com.